1977 Colheita Port Borges Quinta do Junco 75cl (Bottled 1986 /Engarrafada 1986)
77,24 € + IVA/VAT
1977 Colheita Port Borges Quinta do Junco 75cl
Engarrafada em 1986
Quinta do Junco
A magnífica e antiga Quinta do Junco encontra-se entre os vinhedos históricos mais conhecidos do Vale do Pinhão. Muitos visitantes podem deparar com a Quinta do Junco quando se toma a estrada sinuosa que sai da vila de Pinhão em direção a Gouvães ou Sabrosa.
A poucos metros para lá da vila, a estrada faz um desvio acentuado para a esquerda até um estreito vale lateral com pinhal. No lado oposto da estrada, a encosta parece subir quase na vertical e é aqui que as vinhas da Quinta do Junco estão plantadas. Da estrada a visão é impressionante. Camada sobre camada de socalcos ou vinhas plantadas na vertical brotam do fundo do vale para a casa da quinta, que olha sobre a propriedade como um mosteiro tibetano em miniatura a partir do seu miradouro no topo da colina.
Em contraste com as vinhas de Terra Feita, as vinhas da Quinta do Junco estão totalmente expostas ao sol e ao vento. Orientadas praticamente a sul, estão sob a luz direta do sol durante quase todo o do dia, mas o calor intenso da época de maturação é temperado pela brisa refrescante que sopra sobre a encosta, especialmente quanto maior é a altitude. Esta quinta é uma adição relativamente recente ao património da Taylor’s, apesar de um registo da colheita mostrar que a Taylor’s comprava vinho da propriedade desde o final do século XIX. Antes da sua aquisição pela Taylor’s em 1997, os seus proprietários eram banqueiros. A propriedade foi adquirida em 1906 pelos irmãos António e Francisco Borges, que investiram fortemente na restauração da quinta do seu estado de abandono, transformando-a numa propriedade modelo.
Além do Banco Borges & Irmão, os irmãos tinham um negócio bem sucedido de vinhos do Porto. Em tempos mais recentes, o banco nem sempre vendeu os vinhos da Quinta do Junco à sua própria empresa de vinho do Porto e, por vezes, entendeu vendê-los em leilão no mercado aberto. A oportunidade de provar as amostras dos lotes do leilão, bem como portos colheitas ou frasqueiras velhos da Quinta do Junco engarrafados pela família Borges, fez com que os diretores da Taylor’s estivessem familiarizados com os vinhos da propriedade e bem conscientes da sua qualidade. Na verdade, cerca de vinte anos antes da Taylor’s ter comprado a Quinta do Junco, o presidente da empresa, Alistair Robertson, havia tentado, sem sucesso, convencer o banco a vender a propriedade.
Em 1996, o Banco Borges & Irmão foi incorporado pelo Banco Português de Investimento (BPI), o qual colocou o quinta no mercado. A Taylor’s não foi a única empresa a tentar a sua sorte de comprá-la. O diretor geral da Taylor’s, Adrian Bridge, recorda: “Lembro-me que foi um negócio tenso, de deixar os nervos em franja. Não só houve muita concorrência, mas todo o processo foi feito por propostas fechadas.” Felizmente a Taylor’s foi a proposta vencedora e a Quinta do Junco foi acrescentada aos já vastos vinhedos da empresa.
O início da história da Quinta do Junco não é bem documentado. No entanto, sabe-se que esta propriedade já existe há pelo menos século e meio. Da mesma forma que a Quinta de Terra Feita, esta quinta situa-se no coração da demarcação original de 1756. Na classificação de 1761, foi concedido à Quinta do Junco o tão cobiçado estatuto de feitoria, o qual identificava os seus vinhos como sendo da melhor qualidade, com direito a serem vendidos a um preço mais elevado e a serem exportados para o exigente mercado inglês. A classificação atual continua a classificar a Quinta do Junco, bem como a Quinta de Vargellas e a Quinta de Terra Feita, na categoria “A”, letra reservada apenas para as melhores vinhas de vinho do Porto.
Uma das características que distinguem a propriedade é a rede de canais e cursos de água, alimentados por nascentes naturais, que cobrem a encosta. Estas provavelmente dão azo ao nome invulgar da propriedade, pois “junco” é o nome de uma planta que cresce em solo húmido ou pantanoso. Quando seca, a planta fornece os fios de palha que ainda hoje são muitas vezes usados para atar os sarmentos aos arames para a condução da vinha. O mesmo nome também é usado para a verga que os tanoeiros usam para calafetar as juntas entre as aduelas dos cascos ou cubas de vinho do Porto, embora estas não venham do Vale do Douro mas da costa pantanosa das rias de Aveiro.
Um registo da década de 1940 descreve a Quinta do Junco como sendo notável, não só pelo seu vinho, mas também pelos seus pomares e azeite. Menciona a moderna prensa de azeite da propriedade e o alambique para a produção de bagaceira ou aguardente, um produto que hoje já quase não se produz no vale. Infelizmente estas instalações, particularmente a adega com o seu obsoleto autovinificador argelino, já não eram usadas quando a Taylor’s comprou a propriedade. Portanto, a decisão tomada foi produzir os vinhos da Quinta do Junco nos lagares da Quinta de Terra Feita, localizada a menos de três quilômetros para nordeste, e concentrar o investimento e recursos no desenvolvimento das vinhas da propriedade.
Esta opção revelou-se sábia. O regresso à tradicional pisa a pé tem melhorado a qualidade dos vinhos da Quinta do Junco, a tal ponto que estes agora fazem uma contribuição modesta, mas cada vez mais importante nos lotes dos portos vintage da Taylor’s. O investimento nas vinhas produziu benefícios significativos. Muitos dos patamares construídos antes da aquisição da propriedade pela Taylor’s foram substituídos por plantações verticais que têm vantagens ambientais e permitem uma melhor exposição da canópia. As videiras foram substituídas por variedades mais adequadas à localização e ao estilo da casa Taylor’s. Embora o trabalho de replantação e paisagismo tenha sido intenso, os antigos socalcos continuam a representar quase um terço da área plantada da quinta.
Em contraste com os vinhos elegantes e perfumados de Vargellas e com o frutado sensual dos de Terra Feita, os vinhos do Junco são mais impressionantes na boca. A propriedade produz vinhos do Porto que muitas vezes são de escala monumental, os quais acrescentam concentração, densidade e estrutura aos lotes. Este é o caso especial dos vinhos procedentes dos antigos socalcos. Desde 2000 uma porção pequena de vinho da quinta do Junco foi incorporada nos lotes de vinho do Porto Taylor’s Vintage. Longe de alterar o estilo distintivo da Taylor’s, os vinhos da Quinta do Junco parecem realmente melhorá-lo, fortalecendo a força interior e robustez pela qual os vinhos do Porto Vintage da empresa são conhecidos.
1977 Colheita Port Borges Quinta do Junco 75cl
Bottled in 1986
Quinta do Junco
The magnificent old estate of Quinta do Junco is among the most well-known of the historic Pinhão Valley vineyards. Many visitors first encounter Quinta do Junco when taking the winding road out of the village of Pinhão in the direction of Gouvães or Sabrosa. A few metres beyond the village, the road swerves sharply to the left up a narrow wooded side valley. On the opposite side from the road, the hillside seems to rise almost vertically and it is here that the vines of Quinta do Junco are planted. From the road the view is an impressive one. Tier upon tier of terraced or vertically planted vineyards rise from the foot of the valley to the quinta house, which looks down on the estate like a miniature Tibetan monastery from its precarious vantage point at the top of the hill.
In contrast to those of Terra Feita, the vineyards of Quinta do Junco are fully exposed to sun and wind. Facing almost due south, they are in full sunlight for most of the day but the intense heat of the ripening season is tempered by the cooling breezes which blow across the open hillside, particularly at the higher altitudes.
Quinta do Junco is a relatively recent addition to the Taylor stable, although a vintage ledger shows that Taylor’s bought wine from the property at the end of the 19th century. Prior to its acquisition by Taylor’s in 1997, its owners were bankers. The estate was acquired in 1906 by the brothers António and Francisco Borges who invested heavily in restoring the quinta from its state of abandon, transforming it into a model property. In addition to their banking house, Banco Borges & Irmão, the brothers had a successful Port business. In more recent times, the bank did not always offer the wines of Quinta do Junco to its own port firm and occasionally sold them at auction on the open market. The opportunity to taste samples of the auction lots, as well as old colheita or frasqueira ports from Quinta do Junco bottled by the Borges family, meant that the directors of Taylor’s were familiar with the wines of the estate and well aware of their quality. Indeed, some twenty years before, the company’s chairman, Alistair Robertson, had attempted to buy Quinta do Junco but was unsuccessful in persuading the bank to part with the estate.
In 1996, Banco Borges & Irmão was merged into Banco Português de Investimento (BPI) which put the property on the market. Taylor’s were not the only firm to leap at the chance to buy it. Taylor’s managing director Adrian Bridge recalls: ‘I remember it was a tense, nerve wracking business. Not only was there a lot of competition, but the whole process was done by sealed bids.’ Fortunately Taylor’s was the winning bid and Quinta do Junco was added to the firm’s already extensive vineyard holding.
The early history of Quinta do Junco is not well documented. However the estate is known to have been in existence for at least a century and a half. Like Quinta de Terra Feita, it lies in the heart of the original 1756 demarcation. In the 1761 classification, Quinta do Junco was awarded the coveted full feitoria status, identifying its wines as being of the finest quality, entitled to be sold at a higher price and to be exported to the demanding English market. Today’s classification continues to rank Quinta do Junco, as well as Vargellas and Terra Feita, in the ‘A’ category reserved for only the best Port vineyards.
One of the features which distinguish the property is the network of channels and water courses, fed by natural springs, which cover the hillside. These probably account for the property’s unusual name. ‘Junco’ is the name of a rush which grows on damp or marshy soil. When dried it provides the straw ties which are still often used to bind vine shoots to the trellis wires. The same name is also used for the pithy coopers’ rush used to caulk the seams between the staves of port casks or vats although these do not come from the Douro Valley but from the coastal marshland of the Aveiro rias.
An account from the 1940’s describes Quinta do Junco as being noted, not only for its wine, but for its orchards and olive oil. It mentions the estate´s modern olive press and the still for producing bagaceira, or marc brandy, a product hardly produced in the valley today. Sadly these installations, particularly the winery with its obsolete Algerian autovinifiers, were of no use when Taylor’s bought the estate. The decision was therefore taken to make the Junco wines in the lagares at Quinta de Terra Feita, less than three kilometers to the north east, and to concentrate investment and resources on the development of the estate’s vineyards.
This has proved a wise option. The return to traditional foot treading has enhanced the quality of the Junco wines to the extent that they now make a modest but increasingly important contribution to the Taylor vintage port blend. Investment in the vineyards has produced significant benefits. Many of the patamares, or modern bulldozed terraces, built before Taylor’s acquisition of the property have been replaced with vertical rows which have environmental advantages and allow much better exposure of the leaf canopies. Vines have been replaced with varieties more suited to their locations and to Taylor’s house style. Although the work of replanting and re-landscaping has been extensive, old historic walled terraces continue to represent nearly a third of the planted area of the quinta.
In contrast to the elegant scented wines of Vargellas and the sensuous fruitiness of those of Terra Feita, the wines of Junco are most impressive on the palate. The estate produces Ports which are often monumental in scale, adding density, concentration and structure to the blends. This is particularly the case with the wines from the old historic terraces. Since 2000 a small proportion of Junco wine has been incorporated into the Taylor’s Vintage Port blend. Far from altering the distinctive Taylor style, the wines of Quinta do Junco seem actually to enhance it, reinforcing that inner strength and sturdiness for which the firm’s Vintage Ports are renowned.
In stock
1977 Colheita Port Borges Quinta do Junco 75cl
| Weight | 2 kg |
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